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“A música começa onde acaba a fala.” Ernst Hoffmann

O Blogue B612-Música é um espaço de encontro e de partilha pensado para alunos, professores e toda a comunidade educativa do Colégio de São Gonçalo que nasceu a 23 de Abril de 2008. O portal pertence ao Colégio de São Gonçalo e pretende ser um espaço dedicado à música, onde podes encontrar registos vídeo e áudio de manifestações musicais ocorridas no Colégio ou com ele relacionados. É, igualmente, um espaço de divulgação de trabalhos, de ideias, de experiências e de opiniões. Por isso, a tua colaboração e interesse são fundamentais. Se tiveres conteúdos que gostarias de ver publicados neste Blogue, deves enviá-los para o e-mail: b-612@sapo.pt
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
HANG

Hang

Fonte: Wikipedia

 
 
Fotografía de un hang
Fotografía de un hang

 

 

El Hang es un instrumento musical de percusión creado en los laboratorios pertenecientes a la compañía PANArt, por Felix Rohner y Sabina Schärer en un cantón de Suiza en el año 2000, con la idea de trasladar el sonido del steel drum a un instrumento portátil. Hang significa mano en idioma Bernés. fué el resultado de 25 años de investigación científica, con el acero y otros instrumentos de percusión resonante por todo el mundo, como son el Gong, el Gamelan, el Ghatam, etc. Puede decirse que el Hang es el fructifero resultado de la unión de arte, ciencia y tecnología.

Su sonido es similar al de la marimba, metálico pero armónico.

El instrumento se compone de dos hemisferios de metal soldados y los lados se llaman Ding y Gu. El lado Ding contiene 8 tonos musicales en forma de circulos que rodean a un circulo central mayor (el llamado Ding) y que tiene un sonido muy parecido al Gong. El otro lado, el lado Gu, tiene un agujero para la resonancia del sonido que se genera dentro.

Se puede tocar de muchas formas diferentes: con la punta de los dedos, los pulgares o la palma de la mano, o mezclando las tres a la vez. La mayoría del tiempo, el Hang se sitúa en las piernas del ejecutante, pero también se puede tocar apoyado en otra superficie.

Hasta la fecha (2008) solamente se han producido alrededor de 5000 instrumentos, ya que solo los hacen sus dos creadores, y actualmente tan solo se fabrican unos 400 al año, siendo la lista de espera de más de un año para obtenerlo. Además únicamente se venden en la casa matriz en Berna (Suiza), por lo que al precio resultante hay que añadirle el coste de desplazamiento del comprador.

Es un instrumento muy portátil a pesar de su aparente volumen. El Hang al estar compuesto de dos partes de metal en forma lenticular le da una apariencia de OVNI musical. Se toca usando las manos directamente, golpeándolas suavemente sobre los huecos del instrumento. Cada uno de estos huecos equivale a una nota musical, llegando a cubrir una escala entera. Su sonido tiene la sugerencia de los instrumentos exóticos como la marimba pero metálico y armonioso que crea un ambiente sonoro como de campana oriental. El Hang crea el sonido idóneo para un encuentro en la tercera fase.



publicado por asteróide-b612 às 16:51
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Notícias: novos discos
 

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O disco "Shine a Light" é a banda sonora ao vivo dos Rolling Stones protagonizada para o filme-concerto de Martin Scorsese com o mesmo nome, que agora estreia nas nossas salas de cinema.

A natureza íntima das duas actuações no Beacon Theatre, em Nova Iorque, deixa os Rolling Stones a sós com o seu talento musical, sem a intromissão do circo megalómano que ergue os seus concertos de estádio.

A atmosfera deste disco duplo é imposta pela energia de garotos dos Rolling Stones (garotos sessentões) que ainda não se cansaram de festejar a existência do rock & roll - como se nota. A pitada de blues que vai pontuando cada canção e aquela dinâmica sonora de funcionamento tão automático são marcas que distinguem os Rolling Stones.

A heterogeneidade dos convidados que sobem a palco, do indie-rocker Jack White (líder dos White Stripes e dos Raconteurs) ao velho bluesman Buddy Guy à estrela pop Christina Aguilera, apenas comprova a extensão do universo dos Rolling Stones e da sua audiência.

E a máquina, que há 45 anos não encrava, vai mostrando, com sabedoria, as suas várias mudanças: ora puxa pelo hino óbvio ('I Can¿t Get No Satisfaction'), ora puxa por um tema velhinho mais esquecido (como o tema-título do disco e do filme); ora puxa pelo rock mais dinamitado (como a faixa de abertura 'Jumpin' Jack Flash'), ora puxa pela melodia directa aos corações (como a incontornável 'As Tear Goes By'). A máquina continua em pleno, portanto.

Nada de novo, mas sentir os Rolling Stones dentro de uma sala é como viajar dentro de um Ferrari em vez de o ver a 40 metros de distância. O disco faz bem a simulação.

 

 

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O novo disco de Madonna é passível de causar um certo efeito ainda antes de ser ouvido. É o décimo primeiro numa carreira que tem vindo a oferecer edições com espantosa regularidade desde 1983. Apresenta na capa a cantora ainda mais despida que na sua fase "Erotica", cheia de pinta de maestra sado-maso. É o sucessor do surpreendente e fresco "Confessions on the Dance Floor". E depois é mais um disco da artista que não só deu a volta ao pop como o tornou parte da sua própria história.

Madonna acima de tudo é uma mulher inteligente. Foi buscar os mágicos do hip-hop Timbaland e Pharrell Williams para comporem a tela e a popularidade de Justin Timberlake para colorir e deixou meio mundo curioso. Quando deu a ouvir o primeiro single '4 Minutes', foi quase como se estivesse a afirmar: «Aqui estou eu e mais uma vez já sou outra coisa qualquer». Ela sabe-o e sabemos nós. Se há algo que Madonna faz bem é reinventar-se. Geralmente os seus discos acompanham este talento para ler o ambiente geral. "Hard Candy", contudo, falha em grande parte deste propósito.

Logo à partida, 'Candy Shop' faz lembrar 50 Cent pelo título mas anda mais próximo de uma Kylie Minogue. Pharrell deu o seu toque à música mas não o suficiente para a tornar o tema ideal para abrir um disco de Madonna. Logo a seguir vem em jeito de compensação '4 Minutes', que é o single óbvio e uma das melhores do álbum. Vá, por esta altura ainda é perdoável a confusão com a Nelly Furtado de "Loose".

A diva australiana é outra vez evocada em 'Give It 2 Me' e 'She's Not Me', mas apesar de tudo ainda achamos compreensível, afinal sempre é a única princesa no reino de Madonna. A batida hip hop começa a ser recorrente por esta altura como a cantora tinha prometido, mas já estamos com aquela sensação que já ouvimos isto em algum lado. 'Heartbeat', 'Incredible' e sobretudo 'Miles Away', que faz lembrar 'What Goes Around .../...Comes Around' de Timberlake e curiosamente também de Timbaland, transformam a sensação em certeza. Com metade do álbum para trás já fica dificil sermos conquistados, mas a diva ainda tenta com a melhor sequência do disco 'Beat Goes On', 'Dance 2Night' e a aula em castelhano de 'Spanish Lesson', mais atiradas para a pistas de dança. A balada da praxe chega quase no final com 'Devil Wouldn't Recognize You' a fazer lembrar um "Bedtime Stories" com o banho do novo século. E fica dificil não terminar a fazer comparações, depois de 'Voices' fechar o álbum e trazer de novo e irremediavelmente a luso-canadiana mais conhecida do momento.

Este doce de Madonna é complicado de digerir por não trazer a frescura de muitos dos seus álbuns anteriores. Reinvenção sem risco parece ser a proposta da diva. Talvez seja apenas um fechar de ciclo. Este ano Madonna faz 50 anos e já prometeu mais dez de carreira. A ver vamos.
 

 

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A ansiada espera pelo terceiro álbum dos Portishead, depois de uma década volvida desde a edição do seu disco homónimo, elevou o grau das expectativas e da curiosidade dos seguidores da banda de Bristol.

Perante o mistério e as especulações que iam aparecendo sobre a direcção musical do sucessor de "Portishead", a banda viria a responder com o anúncio de um simples "Third", para designar o seu terceiro disco. Mas também avisaram que seria irmão mais velho da sua família discográfica. O que muitos não esperavam é que a reinvenção sonora da banda chegasse tão longe e para muitos dos fãs a estranheza causada pela "bélica" 'Machine Gun' - single de apresentação - construída sob uma batida forte, num ritmo compassado fazendo lembrar rajadas de metralhadora, fez temer um distanciamento quase total com aquilo que lhes era familiar na obra dos Portishead. E, de facto, "Third" é um álbum muito diferente de "Dummy" e de "Portishead", mas não a ponto de não se reconhecer nele a banda. 'Hunter' é talvez a canção que mais imediamente evoca o universo intimista e melancólico do colectivo, num registo aparentado ao da "irmã" 'Glory Box'. Mas os riffs de guitarra revelam que o ritmo forte marcado das composições se repete em todo o disco, e que a força de 'Machine Gun' e andamento da batida de percussão presente logo na faixa de abertura, 'Silence', estão, de uma forma ou de outra, para ficar, em "Third". No tema 'Nylon Smile' a percussão dissolve-se numa brisa de leves toques abrasileirados, no jogo sussurrado com a voz de Beth Gibbons, que se aninha de forma doce na melodiosa 'The Rip' antes desta começar a acelerar para um tom electrónico 80's ao estilo kraftwerkiano. De facto, em "Third", o dijing típico dos Portishead acaba por perder um pouco do seu protagonismo para a bateria e para as guitarras. A tríade 'Plastic', 'We Carry On' e 'Machine Gun' é disso exemplo.

A rivalizar em força com 'Machine Gun', 'We Carry On' é um dos grandes temas deste álbum que se vai descobrindo e revelando em sucessivos momentos de interesse. A entrada quase trance do tema, dificilmente faria prever a energizante guitarra, que irrompe na música trazendo ecos revivalistas do rock alternativo.

'Deep Water' talvez fosse dispensável no alinhamento do novo disco dos Portishead, mas a atmosfera negra de 'Small' e de 'Threads' ou a densa e sentimental 'Magic Doors' confirmam "Third" como um grande disco. Um disco que vale por si, diferente dos seus antecessores, onde ainda assim se reconhece a marca dos Portishead, desta feita sem o convite explícito para se entrar no seu mundo. "Third" oferece antes, de dentro para fora, como uma abertura desse mundo ao exterior.
 

 

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Os R.E.M. colocaram rock & roll no despertador e acordaram. No álbum anterior, "Around the Sun" (2004), o trio norte-americano não foi rigoroso em relação à origem do nome: falamos do rápido movimento de olhos que corresponde à fase cerebral mais activa do sono, onde ocorrem os sonhos mais fortes. A banda foi apanhada em "Around the Sun" num momento de hibernação mais vegetal, em que produz um álbum ausente, mais aborrecido que calmo e, lástima para qualquer fã dos REM, sem uma única grande canção. O disco nunca desperta.

"Accelerate" é diferente, tem a entrega física de um álbum do tudo ou nada. A guitarra eléctrica de Peter Buck volta a estar bem amplificada, a bateria recupera a teimosia de outros tempos e o vocalista Michael Stipe passa a ter mais dificuldades em segurar o microfone no mesmo sítio. "Accelerate" é um disco de alta pressão, gravado em tempo 'record', dentro dos parâmetros de uma banda punk (menos de um mês, sem contar com as misturas que também não duraram muito). Os REM sentiram-se sacudidos pela indiferença de "Around the Sun", e que bem.

Mas a transpiração de "Accelerate" tem uma companhia essencial para os elogios: a inspiração. Ainda para mais num disco eléctrico, ao qual os REM sabem acrescentar sempre aquela meiguice pop com direito a marca de autor. Ter sobre aquela execução musical rude a poderosa voz de Michael Stipe, é como iluminar o dinamismo rockeiro com uma sensibilidade pop transcendente. Os corinhos do baixista Mike Mills a adocicar os refrões são o golpe de asa que falta para assegurarem o voo do rock para a pop ao modo rápido de servir de "Accelerate".

Será este álbum o verdadeiro sucessor do seu concorrente eléctrico "Monster" (1994)? Não. Monster é antes uma reflexão pós-grunge e uma reposta espiritual à morte imprevisível do amigo de Stipe, Kurt Cobain (o mítico líder dos Nirvana) - há uma façanha paralela de Neil Young nesse ano, "Sleeps with Angels", que consegue ser ainda melhor.

"Accelerate" é o regresso mais genuíno dos REM ao seu percurso dos anos 80, como nunca aconteceu desde "Out of Time" (1991). O frenesim eléctrico da maioria das faixas de "Accelerate" (como 'Horse to Water', 'I'm Gonna DJ' ou o tema-título do álbum) é reconhecível naquela vontade de conquistar o mundo audível em 'Green' (1988). E mesmo as canções pop mais contemplativas ('Hollow Man' ou 'Houston') são viagens directas ao tempo dos serões de tarde melancólicos que produziram pérolas como "Lifes Rich Pageant" (1986) ou "Document" (1987).

Será "Accelerate" um álbum com um estado de espírito nostálgico? Não se sabe. O rock está a ficar sem data e subiu há muito um degrau para a escala de intemporal, graças a bandas da estatura dos R.E.M., que ao fim de mais de 25 anos ainda conseguem produzir álbuns da envergadura deste.

 



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Notícias: Optimus Alive festival 2008

O Optimus Alive! aparece no ano passado como o primeiro grande festival organizado pela Everything Is New, a produtora de concertos criada por Álvaro Covões (ex-sócio da Música no Coração).

O recinto utilizado é o vasto Passeio Marítimo de Algés (no concelho de Oeiras), que tem recebido outros acontecimentos como a edição de 1997 do Festival SBSR ou as Queimas das Fitas de Lisboa, e é o espaço onde Leonard Cohen vai actuar este ano. A zona é também reconhecida pelas várias pistas de skate de que dispõe.

A história do Optimus Alive! é curta mas tem um começo auspicioso ao ter assegurado pela primeira vez em palcos portugueses nomes há muito procurados como os White Stripes e, sobretudo, os Beastie Boys (a grande instituição do hip hop). Os Pearl Jam e os regressados Smashing Pumpkins foram os nomes sonantes restantes do festival, que asseguraram um número de público respeitável e que compensaram um cartaz mais magro em termos de nomes de 2ª linha.

No que respeita aos músicos nacionais, os Da Weasel podem gabar-se de terem encontrado os seus ídolos Beastie Boys nos bastidores e o Optimus Alive! também não escapou ao fenómeno ao vivo dos Buraka Som Sistema ou ao furacão gospel-punk dos Wray Gunn.

 

CARTAZ

 

10 de Julho

Rage Against the Machine**
Um dos regressos mais desejados dos últimos tempos, os Rage Against the Machine voltaram a levar a força do seu rock carregado de hip hop e intervenção política aos palcos sete anos depois da paragem em 2000. Zack de la Rocha e companhia não editam um álbum de originais desde "Renegades", mas clássicos não vão faltar nesta passagem por Portugal.

The Hives**
Os Hives regressam para apresentar o quarto álbum "The Black and White Album" (2007), mais uma explosão cheia do punk-rock com retoques de R&B que caracteriza o som desta banda que saiu da Suécia para o mundo com "Veni Vidi Vicious" em 2000.

Gogol Bordello**
O punk-cabaret cigano dos Gogol Bordello regressa ao nosso país para fazer a festa entre o leste europeu e Nova Iorque.

Cansei de Ser Sexy**
A mais hyped das bandas brasileiras dos últimos tempos juntou sem complexos a sexualidade explícita das letras com o pop electrónico, no aclamado disco de estreia homónimo.

The National**
"Alligator"; e "Boxer" são as melhores montras das paisagens melancólicas destes americanos, tudo acondicionado pela voz de Matt Berninger. Os National de regresso aos festivais de Verão no nosso país.

mgmt**
Um dos duo revelação do ano, os MGMT lançaram o ano passado o disco de estreia "Oracular Spectacular" e puseram meio mundo a cantorolar o solo inicial de "Time To Pretend".

Spiritualized**
James Pierce e companhia de regresso para apresentar o mais recente "Songs in A&E".

Sons of Albion**
A banda de Logan Plant, filho de Robert Plant, e dos portugueses Francisco de Sousa e Nuno Miguel pela primeira vez no nosso país.

Galactic Funk**
De Nova Orleães para Oeiras, os Galactic trazem na bagagem o quinto álbum "From the Corner to the Block".

Vampire Weekend**
Os nova iorquinos mais destacados do momento vêm ao Alive apresentar o elogiado álbum de estreia homónimo.

PALCO SECUNDÁRIO

Peaches (DJ Set)**
A «mulher barbuda» preferida do mundo moderno apresenta-se em formato DJ a fechar a primeira noite do festival.

Tiga (DJ Set)**
O canadiano, que o ano passado se apresentou no festival Dance Station, na recém-inaugurada Estação do Rossio, regressa para mais uma noite de dança ao seu estilo.

 

11 de Julho

Bob Dylan**
O músico das mil e uma faces é um paradigma de longevidade. Bob Dylan não deixa nem de estar na moda nem de fazer (boa) música. "Modern Times" de 2006 foi a sua aventura mais recente, com "Dylan" a fazer a revisão em 2007. Este ano regressa a Portugal como cabeça de cartaz do Alive!08, com 32 álbuns e muitas vidas na bagagem.

 

Within Temptation**
Uma das referências recentes do rock sinfónico, os Within Temptation continuam a apresentar o último registo "The Heart of Everything".

John Butler Trio**
Os australianos John Butler Trio trazem de novo a Portugal a sua mistura explosiva de jam e rock psicadélico.

Nouvelle Vague**
Os franceses que puseram a bossa nova no new wave, de novo em Portugal para um espectáculo cheio de surpreendentes covers.


PALCO SECUNDÁRIO

Showcase Ed Bangers (DJ Set)**

Uma das mais conceituadas editoras de música electrónica do mundo mostra as últimas tendências do seu catálogo. Vicarious Bliss, Uffie and Feadz, SebastiAn e Krazy Baldhead, entre outros, em Oeiras.

Vicarious Bliss

Uffie and Feadz
SebastiAn
Krazy Baldhead

 

12 de Julho

Neil Young**
O canadiano Neil Young vem ao nosso país apresentar "Chrome Dreams II", o 30º álbum numa carreira com mais de 40 anos de composições, palco e intervenção social e política. O lendário músico sempre fiel ao seu "Rockin" In a Free World".


 

Ben Harper & the Innocent Criminals**
Ben Harper de novo em Portugal com a sua banda de sempre. Na bagagem os mais recentes "Both Side of the Gun" e "Lifeline"..

The Gossip**
O trio liderado por Beth Ditto de novo num festival português com "Standing On the Way of Control" como pretexto.

Roísín Murphy**
A eterna face dos Moloko, agora em carreira a solo. Depois de "Ruby Blue", Murphy vem mostrar o mais recente "Overpowered".

Donavon Frankenreiter**
O companheiro de surf e música de Jack Johnson, traz o balanço suave das suas melodias à zona ribeirinha de Algés.

Xavier Rudd**
O australiano dos mil e um intrumentos de regresso, com o sétimo registo "White Moth" na bagagem.


PALCO SECUNDÁRIO


Brodinski**
O Dj francês traz as suas remisturas à zona ribeirinha de Algés.
 

 



publicado por asteróide-b612 às 00:03
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Notícias: Festival Super Bock Super Rock 2008

 

O Festival Super Bock Super Rock (SBSR) iniciou uma nova etapa no panorama de música ao vivo, em que o grande público passou a optar pelos grandes festivais de música ao ar livre em troca dos cada vez mais escassos mega-concertos de estádio (que em meados anos 90 eram "chapa gasta").

O sucesso do Festival SBSR foi imediato, com um programa forte na edição de estreia, de 1995, com nomes sonantes como The Cure, Jesus & Mary Chain, Faith No More ou Young Gods, que actuaram na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.

O festival manteve o mesmo formato nos três anos seguintes, com um conceito de fim-de-semana musical que voltou a vingar, tanto na Gare Marítima de Alcântara (em 1996), como no Passeio Marítimo de Algés (em 1997). Em 1998, o Festival SBSR é inserido na programação da Expo'98 e decorre na Praça Sony.

Entre 1999 e 2003, o festival larga a berma do rio Tejo e entra numa curiosa fase itinerante, com espectáculos espalhados por várias salas de Lisboa e do Porto, e até em outras cidades, incluindo espanholas como Vigo (em 2002) ou Madrid (em 2003). E a partir de 2000, o SBSR abandona a quadra do Verão em preferência dos meses mais frios de Fevereiro, Março ou Abril.

Em 2004, o festival (organizado exclusivamente pela Música no Coração desde 1997) regressa ao conceito original de evento ao ar livre de Verão, mas com uma localização nova onde passou a residir: o Parque Tejo, na zona norte do Parque das Nações, à entrada de Lisboa. O modelo continuou a ser urbano e inapropriado para acampamentos.

Hoje, o festival pode contabilizar grandes nomes na sua história de 13 anos: David Bowie em 1996, L7 e Rage Against the Machine em 1997, Van Morrison em 1998, os Pixies e Lenny Kravitz em 2004, Marilyn Manson e Iggy & The Stooges em 2005, ou os Tool e os Korn em 2006, e os Metallica em 2007.

Não faltaram actuações gloriosas que confirmaram o pico de forma de alguns artistas e que mereceram grande eco nos dias seguintes, como as passagens dos Morphine em 1995, dos Prodigy em 1996, de Beck em 2000 ou, no ano passado, dos Arcade Fire e dos LCD Soundsystem.

Inevitavelmente, existiram também as peripécias. Os GNR, envolvidos num cartaz indie, foram apupados em 1995. Tumultos internos levam Jason Pierce (líder dos Spiritualized) a perder a banda quase inteira e obrigam-no a improvisar um concerto com a banda de Van Morrison durante a edição de 1998. E em 2001, o festival perde um dos seus maiores cabeças-de-cartaz, PJ Harvey, continuando os fãs lisboetas à espera, ainda hoje, de ver a cantora a actuar na capital.

 

CARTAZ


4 de Julho - SBSR PORTO

Xutos & Pontapés com Orquestra do Hot Club**
Os embaixadores do Projecto Social do Rock In Rio - Lisboa 2008 encabeçam o cartaz da primeira noite. Os temas míticos de Zé Pedro, Tim, Kalu, João Cabeleira e Gui serão interpretados com novos arranjos que lhes vão, certamente, conferir um toque mais clássico. Numa altura em que os Xutos se encontram a preparar novo disco, será bom recordar músicas eternas e incontornáveis como "Chuva Dissolvente", "A Minha Casinha", "Circo de Feras" ou "Contentores".

ZZ Top**
Os roqueiros estreiam-se em Portugal com um novo álbum na calha. O sucessor de "Mascalero" (2003) deverá estar concluído a tempo da actuação no Porto, que marca o início de nova digressão pela Europa. Este espectáculo será uma oportunidade para recordar músicas como "La Grange", "Francine" ou "Jesus Just Left Chicago".

Love and The Rockets**
A banda dos elementos dos Bauhaus protagoniza, em 2008, uma das reuniões mais esperadas, ao apresentar-se em diversos festivais, desde o Coachella até ao SBSR. Quase dez anos após terem dado a respectiva carreira por terminada, regressam com o rock psicadélico, rythm&blues, glam rock e folk que vão, certamente, ecoar bem alto em território luso.

David Fonseca**
O frenético David Fonseca apresenta mais um concerto inserido na digressão "Dreams In Colou Live", com a qual esgotou, durante 2008, as principais salas do país. Os recentes "Superstars", "Kiss Me Oh Kiss Me", "This Raging Light" e "Silent Void" serão apresentados pelo músico na Invicta, num cocktail explosivo que deverá incluir, também. as já habituais covers e temas mais antigos, como "Someone That Cannot Love", "The 80"s", "Who Are U?", "Our Hearts Will Beat As One", ou o arrepiante "Hold Still", interpretado a meias com Rita Redshoes.

Crowded House**
Uma das bandas mais proeminentes dos anos 80 actua no festival luso. O novo disco, "Time On Earth", marca o regresso do grupo ao activo, 11 anos após terem colocado um ponto final na respectiva carreira. Os clássicos "Don"t Dream It"s Over", "Something So Strong" e "Fall At Your Feet" não deverão ficar de fora do alinhamento do espectáculo.

Pete Tha Zouk (After Hours)**
A animação no primeiro dia do SBSR continua pela noite dentro, ao som do house e techno vibrantes de Pete Tha Zouk. O algarvio, que iniciou a sua carreira aos 15 anos de idade e é, actualmente, um dos mais conceituados DJs e produtores nacionais e presença habitual da Winter Music Conference de Miami (EUA) descloca-se à Invicta para garantir que o regresso a casa só acontecerá com o nascer do sol.

 

5 de Julho - SBSR PORTO

Jamiroquai**
Jay Kay e companhia regressam ao nosso país com todo o seu funk, disco, pop e os incontornáveis chapéus loucos que fazem parte da sua imagem de marca. Sem discos de originais desde "Dynamite" (2005), a banda britânica vem apresentar êxitos incontornáveis da pop de cariz dançável, como "Cosmic Girl", "Love Foolosophy" ou "Virtual Insanity".


Paolo Nutini**
O escocês com nome italiano vem a Portugal para apresentar os temas do álbum "These Streets" (2006), cuja produção é assinada por Ken Nelson (Coldplay, Ray LaMontagne, Badly Drawn Boy). O senhor que esteve para realizar uma digressão com Amy Winehouse e que já cantou com os Rolling Stones deverá interpretar temas como "Last Request" e "Rewind", inspirados por uma turbulenta amorosa; "Autumn", dedicado ao avô; ou "Jenny Don"t Be Hasty", que conta a história verídica de alguns encontros do artista com uma mulher mais velha.

Morcheeba**
Banda incontornável da cena britânica, os Morcheeba começaram a respectiva carreira nas mesmas fileiras trip hop de uns Massive Attack ou uns Portishead. Ao nosso país vêm apresentar o mais recente disco, "Dive Deep", uma fusão de rock acústico, pop melancólico, folk, hip hop, rap, soul e electrónica, com temas interpretados por diversos vocalistas, alguns deles descobertos através da internet. Além dos temas novos, a dupla deverá passar em revista músicas como "Part Of The Process", "Trigger Hippie", "The Sea", "Rome Wasn"t Built In A Day" ou "World Looking In".

Jorge Palma**
O enfant terrible da música nacional continua a promover "Voo Nocturno", o seu último disco de originais, que liderou a tabela de vendas de álbuns em Portugal durante várias semanas. Jorge Palma apresentar-se-à no palco do SBSR com o seu e ar boémio e sorriso aberto e as composições que foi partilhando com o mundo ao longo das suas várias décadas de carreira, como "Bairro do Amor", "Deixa-me Rir", "Frágil", "Dormia Tão Sossegada", "Dá-me Lume" ou o recente "Encosta-te a Mim".

Clã**
A comemoração dos 15 anos de carreira tem sido feita pelos Clã ao som dos temas de "Cintura", o álbum mais recente. Esta máquina infalível de dar concertos leva ao SBSR o habitual jogo de cintura de Manuela Azevedo e o espectáculo com o qual tem percorrido o país. Será uma noite de celebração plena de nostalgia, ao som de temas irresistíveis, como "Problema de Expressão", "O Sopro Do Coração", "Novas Babilónias", "GTI", H2Omem", "Dançar Na Corda Bamba" e os novos "Tira A Teima" e "Sexto Andar".

Brand New Heavies**
O funk jazzy dos Brand New Heavies, aclamados por nomes míticos como Stevie Wonder, Quincy Jones ou Ray Charles vai fazer-se ouvir no Porto. Estes pioneiros da cena acid-jazz londrina transformaram o amor pelo funk dos anos 70 numa sonoridade sofisticada, que ergueu a bandeira da soul clássica, audível em álbuns como "The Brand New Heavies", "Heavy Rhyme Experience: Vol.1", "Brother Sister" ou "Shelter". "Dream On Dreamer", "Midnight At The Oasis", "Back To Love", "Close To You", "Sometimes", "You Are The Universe" e "Spend Some Time" são alguns dos temas imortalizados pelos Brand New Heavies.

BrandSexy Sound System (After Hours)**
O projecto de dança do radialista Sérgio Manuel vai ter a tarefa de animar os festivaleiros pela noite dentro.

 

9 de Julho - SBSR LISBOA

Iron Maiden**
Banda incontornável ligada às sonoridades mais pesadas e uns dos míticos fundadores do heavy metal, os Iron Maiden são cabeças de cartaz do dia 09 de Julho. A "Somewhere Back In Time World Tour 2008" de Bruce Dickinson e companhia chega a Lisboa com muitos clássicos na bagagem, a par das guitarras ferozes e baterias imparáveis e os cenários e conceitos baseados no esqueleto Eddie, a mascote do grupo.

Slayer**
Percursores do trash desde os anos 80, os Slayer juntam-se ao cartaz na noite mais pesada da edição de 2008 do SBSR. A banda de Tom Araya, contemporânea dos Anthraz, Megadeth, Metallica ou Sepultura, tornou-se conhecida à conta de músicas em que são abordadas temáticas como a violência. O último álbum do grupo, "Christ Illusion", foi lançado em 2006.

Avenged Sevenfold**
Banda americana responsável pelo heavy metal de álbuns como "City Of Evil". Formados em 1999, os Avenged Sevenfold (ou A7X) trazem, também, na bagagem o disco homónimo, que editaram em 2007. Do quarto trabalho de estúdio do grupo constam temas como "Almost Easy".

Rose Tattoo**
Esta banda australiana que é um exemplo de longevidade vem apresentar o disco "Blood Brothers", de 2007. O grupo formado em Sidney, corria o ano de 1976, toca uma mistura de blues com hardrock. Harry Vanda e George Young, conhecidos pelos seus trabalhos com os AC/DC, produziram os quatro primeiros trabalhos dos Rose Tatto. O grupo liderado por Angry Anderson tem em "We Can"t Be Beaten", "Scarred For Life" e "Bad Boy For Love" três dos seus temas mais conhecidos.

Lauren Harris**
A filha do baixista dos Iron Maiden, Steve Harris, também vai fazer as malas e viajar até Portugal, para actuar à beira Tejo. A cantora britânica já actuou em festivais como o Download, o German Rock im Park ou o Rock am Ring e já abriu para os Within Temptation, The Answer e Iron Maiden. O álbum de estreia de Lauren Harris, gravado em Miami, nos EUA, tem produção assinada por Tommy McWilliams (Gloria Estefan, Jon Secada, Lindsey Lohan).

Tara Perdida**
Os Tara Perdida sobem ao palco do SBSR para apresentar um novo álbum de originais. "Nada a Esconder" marca o regresso de João Ribas e companhia às edições discográficas e reúne temas como "Sentimento Ingénuo", "Histórias de Encantar" e "Memórias (Não Há Nada a Fazer)". O registo serve de mote para nova digressão dos Tara Perdida, projecto que iniciou actividades em 1995 e que, desde então, já partilhou palcos com bandas como os Offspring, NOFX, Ratos de Porão, Sick Of It All ou Pennywise.
 

10 de Julho - SBSR LISBOA

Beck**
O cantautor camaleónico oriundo dos EUA chega a Portugal com a sua amálgama de estilos que vão do pop ao hip hop, passando pelo folk e pelo rock, sempre com muito improviso à mistura. As faixas de trabalhos como "Odelay", "Mutations", "Guero", ou "Midnite Vultures", disco que valeu a Beck a aclamação da crítica, que o apelidou por várias vezes de "pequeno príncipe", vão tomar de assalto o palco do SBSR. "Loser", "Devil"s Haircut", "Sexx Laws", "Where It"s At" ou "E-Pro" são algumas das muitas pérolas musicais de Beck.

Mika**
O menino bonito da pop britânica actua em Portugal na ressaca do êxito do disco "Life In Cartoon Motion". À conta desse álbum, do qual constam êxitos como "Grace Kelly", "Relax, Take It Easy" ou "Love Today", o libanês radicado no Reino Unido tornou-se numa das estrelas da pop mundial. Tão virtuoso como extrovertido, Mika bebe inspiração em artistas como Bob Dylan, Prince, Serge Gainsbourg, Elton John, Joan Baez ou George Michael.

Duran Duran**
A banda sensação dos anos "80 e "90 vem apresentar o novo disco, "The Red Carpet Massacre", de 2007. Para o registo, o décimo terceiro do grupo, Simon Le Bon e companhia recrutaram Justin Timberlake, Timbaland Nate "Danja" Hills e Jimmy Douglass (Nelly Furtado, Timbaland e Bryan Ferry). Músicas incontornáveis como "A View To A Kill", "Come Undone", "Ordinary World" ou "Save a Prayer" serão, porventura, das mais esperadas no parque Tejo.

Mesa com Rui Reininho**
A dupla mais promissora da pop de cariz electrónico com contornos jazz apresenta novo disco no Parque Tejo, acompanhada pelo líder dos GNR. A parceria não é inédita já que, há alguns anos, Rui Reininho juntou-se a Mónica Ferraz e João Pedro Coimbra para interpretar uma nova versão de "Luz Vaga", até hoje um dos temas mais conhecidos do grupo. Além das músicas do novo álbum, "Para Todo Mal", os Mesa não deverão esquecer composições dos álbuns "Mesa" e "Vitamina", como "Esquecimento", "Divagadora", "Arrefece", "Mímica Sísmica" ou "Vício de Ti".

Tiësto**
Chega da Holanda com o seu turntablism frenético e mundialmente aclamado. O DJ, que atuou na edição de 2005 do "Olá Love2Dance", vai trazer na bagagem o seu álbum mais recente, "Elements Of Life". Muito provavelmente, o vencedor de três troféus dos International Dance Music Awards trará calçados os "Rbk Tiësto Collection: Elements Of Life", os ténis que lançou em parceria uma marca desportiva.

Digitalism**
Chegam de Hamburgo com o electro contagiante do álbum "Idealism". O duo alemão, formado em 2004 por Jens Moelle e Ismail Tüfekçi, tem-se dado a conhecer através de singles como "Idealistic", "Zdarlight" e "Jupiter Room". Além disso, já assinaram remisturas para bandas como The Futureheads, Daft Punk, Tiga, Klaxons, Depeche Mode, ou The Cure, entre muitos outros.

 

 


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Notícias: Rock in Rio 2008

 

 



O festival carioca Rock In Rio ganhou desde cedo uma fama mundial, através da ambição, alcançada, de inscrever no seu cartaz os maiores nomes da música pop. Figuras de proa como os Queen, Rod Stewart, George Michael, os Guns N' Roses ou Neil Young cumpriam os desejos do seu histórico programador Roberto Medina e erguiam a reputação do festival, de ocorrência irregular, nos anos de 1985, 1991 e 2001, com a ajuda igualmente importante dos músicos de primeiro nível do Brasil.

Na presente década, o festival brasileiro expandiu-se para o nosso país, com a ajuda de uma parceria com a produtora de concertos portuguesa R&B (gerida por Nuno Braamcamp e Álvaro Campos). Ao ritmo bi-anual, o festival Rock in Rio Lisboa nasce em 2004, sendo organizado nos anos par, com localização na zona oriental de Lisboa, no enorme Parque Bela Vista - espaço que os próprios lisboetas desconheciam.

O prolongamento português do festival cumpre a política de programação original do Rock in Rio que priveligia os nomes mais mediáticos da música pop, ao contrário do que sucede na maioria dos grandes festivais europeus que preferem as margens do mercado como o metal, a electrónica ou os sons indie.

A adesão numerosa de público à 1ª edição do Rock in Rio Lisboa, em 2004, assegurou condições de continuidade. A programação desse ano "matou alguns borregos" da história da música ao vivo em Portugal, ao trazer pela primeira vez a palcos nacionais o ex-Beatle Paul McCartney ou Peter Gabriel (que nunca tinha actuado a solo no nosso país), a que juntou outros nomes célebres já conhecidos do nosso público como Sting, Foo Fighters ou Daniela Mercury.

O elenco da edição de 2006 voltou a ser fértil em nomes famosos: Shakira, os Jamiroquai, os Guns N' Roses, os Red Hot Chili Peppers ou Roger Waters (ex-líder dos Pink Floyd) asseguraram novas romarias em massa até ao Rock in Rio Lisboa.

A escolha dos nomes nacionais (Rui Veloso, Luís Represas, Pedro Abrunhosa ou os Xutos & Pontapés) confirma a coerência da política de mainstream do festival para o palco principal, mas o risco da programação nos palcos secundários (da world music à electrónica) tem sido um pouco maior.
 

CARTAZ

30 MAIO - PALCO MUNDO

AMY WINEHOUSE**
O concerto no Rock In Rio marca a estreia da polémica cantora britânica em Portugal. ?Back To Black?, o segundo disco, que lhe rendeu cinco Grammys, serve de pretexto à primeira visita de Winehouse ao nosso país, uma das artistas mais aguardadas do programa.


LENNY KRAVITz**
É o cabeça-de-cartaz do dia inaugural do Rock In Rio. A última vez que Kravitz esteve em Portugal foi na altura do lançamento de "Baptism, em 2004. Agora o cantor, que não tem tido um início de tournée facilitado devido a problemas de saúde, vem apresentar o seu mais recente álbum "It's Time For a Love Revolution", editado este ano.
 



IVETE SANGALO
**

Participante regular de todas as edições portuguesas do evento, a cantora baiana volta a fazer os visitantes do Parque da Vista ?tirar o pé do chão?, com os êxitos da sua carreira a solo e os do seu antigo grupo, a Banda Eva.
 

 

31 MAIO - PALCO MUNDO

BON JOVI**
A banda de Jon Bon Jovi é a grande atracção do segundo dia do evento. O quarteto que fez as delícias dos muitos(as) adolescentes, hoje a beirar os 30, regressa a Portugal, mais de dez anos depois do concerto no Estádio de Alvalade. Na bagagem trazem o seu novo álbum, "Lost Highway", que lhes devolveu a liderança do top americano, pela primeira vez em duas décadas. Os velhos êxitos também não deverão faltar no cardápio.

ALEJANDRO SANZ**
O cantor espanhol volta ao Palco Mundo do Rock In Rio –Lisboa, depois de ter feito parte do cartaz da primeira edição portuguesa do evento.
O seu mais recente disco, ""El Tren de los Momentos" (2007), que conquistou o Grammy para Melhor Álbum Pop Latino, e êxitos como ‘Corazón Partio’ não deverão faltar no alinhamento.

ALANIS MORISSETE**
"Ironic", "Thank You?" ou "Hand My Pocket" são apenas alguns dos êxitos que a cantora canadiana - outro dos nomes fortes do cartaz - já mostrou ao vivo das várias vezes que actuou em Portugal. A estes e muitos outros, deverão juntar-se os temas do seu novo trabalho, "Flavors Of Entaglement", e quem sabe a versão que fez, há alguns meses, para "My Humps", dos Black Eyed Peas.

SKANK**
São o nome brasileiro do segundo dia do evento. O seu pop/rock festivo-tropical abre o início dos concertos no Palco Mundo e "É Uma Partida de Futebol", um dos sucessos do grupo, que em 2006 lançou o seu sétimo álbum ("Carrossel"), servirá certamente de aquecimento em vésperas do Europeu de Futebol

 

 

1 JUNHO - PALCO MUNDO

ROD STEWART**
É o "veterano" da edição de 2008 do Rock In Rio -Lisboa, mas encabeça o cartaz do Dia Mundial da Criança, o que no Parque da Bela Vista será o mesmo que dizer o dia dedicado à família. Na bagagem somam-se mais de 30 anos de carreira e vários êxitos, como "Have I Told Lately", "Ooh La La" ou "Sailing". A caminho está uma auto-biografia, com as crónicas da sua vida profissional e pessoal

JOSS STONE**
De promessa a confirmação entre as novas "divas" soul, a menina que agora exibe agora um visual à la femme fatale volta a Portugal três anos depois da sua apresentação em Vilar de Mouros e com um novo disco, "Introducing Joss Stone". Entre os temas que compõem o seu mais recente trabalho encontra-se "Music", que conta com a colaboração de Lauryn Hill.

TOKIO HOTEL**
Depois do cancelamento do concerto no Pavilhão Atlântico (em Março deste ano) e de parte da tourneé europeia, os Tolkio Hotel regressam aos palcos precisamente no Rock In Rio -Lisboa, certamente para alegria de muitos, que aproveitarão a "boleia" dos pais para ver a estreia em Portugal da banda de "Moonson".


XUTOS E PONTAPÉS**
São mais uns dos "habitués" da versão portuguesa do evento e um dos grupos nacionais mais acarinhados pelo público. Para esta edição prepararam um espectáculo especial com a participação da Big Band do Hot Club de Lisboa, com a qual irão dar uma nova roupagem a 21 temas emblemáticos do seu repertório.
 

 

5 JUNHO - PALCO MUNDO

METALLICA**
Os Metallica encabeçam o dia dedicado ao metal. Repetentes, pela segunda vez, na edição do Rock In Rio-Lisboa e um ano depois de terem passado pelo Super Bock Super Rock, a banda deverá aproveitar o regresso ao nosso país para apresentar alguns dos temas do seu aguardado novo disco, o sucessor de "St. Anger" (2003), com edição prevista para Setembro deste ano

MACHINE HEAD**
Chegaram a ser anunciados para o actuar no mesmo dia que os Metallica, no cartaz do Super Bock Super Rock de 2007, mas é este ano, no Parque da Bela Vista que vão partilhar o palco com os seus conterrâneos. Neste regresso a território nacional a banda traz o disco "The Blackening", editado em 2007, e que sucede a "Through the Ashes of Empires" (2003), pretexto para dois concertos em Portugal, no final de 2004.

APOCALYPTICA**
O quarteto de cordas finlandês, que une o metal ao registo clássico e ficou conhecido pelas versões que fez dos Metallica, traz novo disco na bagagem."Worlds Collide" foi produzido por Jacob Hellner, dos Rammstein, e reúne outras colaborações de peso, como Till Lindemann, vocalista do mesmo grupo, que interpretou "Helden", uma versão de "Heroes", de David Bowie, e Corey Taylor (Stone Sour/Slipknot), que deu voz ao single, "I"m Not Jesus". As versões dos Metallica e de outros nomes também não deverão faltar à festa.

MOONSPELL**
São uma das bandas portuguesas mais internacionais e são-no através do metal. Os Moonspell asseguram as cores nacionais no dia mais pesado do Rock In Rio-Lisboa, abrindo os concertos do Palco Mundo. "Under Stanae" (2007) o seu último álbum, levou-os no final do ano passado ao Coliseu dos Recreios, como cabeças-de-cartaz da festa de Halloween "Inferno em Lisboa". Sem arrefecimentos, a banda de Fernado Ribeiro já se encontra a trabalhar num novo disco, intitulado "Night Eternal".
 

6 JUNHO - PALCO MUNDO

LINKIN PARK**
Se há um ano atrás os Linkin Park fizeram as honras de abertura do Alive!, este ano cabe à banda californiana encerrar a festa no Palco Mundo do Rock In Rio-Lisboa. "Minutes To Midnight", o mais recente disco do colectivo de "nu-metal", volta a ser a referência para a nova visita, desta feita com mais um single a rodar nas rádios, "Shadow Of The Day", que certamente se irá juntar às já (re)conhecidas ""What I've Done" e "Bleed It Out" e a clássicos como "Somewhere I Belong" ou "Numb".

THE OFFSPRING**
Os Offspring protagonizam um dos regressos mais aguardados pelo público português. Em 2004, com um concerto no Coliseu dos Recreios, deram por terminada a digressão europeia de "Splinter" (2003), o seu último álbum de estúdio. Uma ano depois lançaram um "Greatest Hits" com os sucessos de carreira, pelo que o concerto no Rock In Rio-Lisboa promete ser recheado com os velhos êxitos da banda.

MUSE**
"Starlight" e "Supermassive Blackholes" estiveram entre os sucessos radiofónicos de 2006. As músicas fazem parte do último trabalho da banda britânica, "Black Holes and Revalations", disco que marcou o regresso dos Muse a Portugal e que deu ao colectivo as honras de reinauguração daquele espaço, como sala de concertos. Também foi aos Muse que coube a reabertura do mítico estádio de Wembley, com dois concertos seguidos. Essas actuações ficaram registadas para a posteridade no CD/DVD, "HAARP".

KAISER CHIEFS**
Depois da "revolução" cubana dos Orishas, será a vez do motim protagonizado pelo grupo de Leeds. Apesar de o segundo álbum do grupo ("Yours Truly, Angry Mob") não ter alcançado o mesmo impacto que o seu antecessor, a julgar pelas actuações que a banda já deu em terras lusas, a festa é garantida. "I Predict a Riot" ou, a mais recente, "Ruby" contribuirão para incendiar os ânimos. Esperemos é que no meio de tanto entusiasmo, Ricky Wilson (vocalista) não volte a torcer o pé em palco, como em Paredes de Coura.

ORISHAS**
São outra das presenças habituais na edição portuguesa do Rock In Rio. Este ano a banda traz o álbum "Antidiótico", lançado em 2007, e que apresenta duas novas versões: "Represent", com Heather Headley e escrito para a banda sonora de "Dirty Dancing Havana Night" e de "Quien Te Dijo", que conta com a participação especial do rapper de ascendência cubana, Pittbull. Ao mais recente trabalho deverão somar-se alguns dos temas antigos como "A Lo Cubano"ou "Mistica".

 



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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
MÚSICA: citações de autores
Música
Colectânea de citações de autores:
  • Não tenho mais canções de amor.
Joguei tudo pela janela.
Em companhia da linguagem
fiquei e o mundo se elucida.
 
- Lêdo Ivo
  • "Há muitas formas diferentes de comunicação, mas a música é, sem dúvida, a mais pura de todas. Não se pode ferir ninguém com ela. Você pode até ofender alguém com determinadas canções, mas para isto é necessário que algo seja dito - impossível um instrumental magoar alguém de alguma forma. Por isso eu digo: música é uma graça divina."
- Duane Allman
  • "Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência".
- Luciano Pavarotti
  • "Tudo acaba em canções".
- Pierre Beaumarchais
  • "Minha música não é para fazer ninguém se rebelar. É para fazer as pessoas quererem trepar."
- Janis Joplin
  • "O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio
- Georges Braque
  • "Música antes de mais nada".
- Paul Verlaine
  • "Quem ouve música, sente a sua solidão / de repente povoada.”
- Robert Browning
  • "A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo".
- François Guizot
  • "A música começa onde acaba a fala".
- Ernst Hoffmann
  • "Não seria a música uma língua perdida, da qual esquecemos o sentido e conservamos apenas a harmonia?"
- Massimo Azeglio; Fonte: "I Miei Ricordi"
  • "Toda a arte aspira continuamente à condição da música
- Walter Pater; Fonte: "The Renaissance"
  • "Toda a música que não pinta nada é apenas um ruído".
- Jean Alembert; Fonte: "Discours préliminaire de l'Encyclopédie"
  • “Foi num desses dias que lhe aconteceu tocar-me a parte da Sonata de Vinteuil onde se encontra a pequena frase que Swann tanto havia amado. Mas muitas vezes não se entende nada, quando é uma música um pouco complicada que ouvimos pela primeira vez. E no entanto, quando mais tarde me tocaram duas ou três vezes aquela mesma Sonata, aconteceu-me conhecê-la perfeitamente.”
- Marcel Proust; Fonte: "A sombra das raparigas em flor"
  • "A música não exprime nunca o fenómeno, mas unicamente a essência íntima de todo o fenómeno, numa palavra a própria vontade. Portanto não exprime uma alegria especial ou definida, certas tristezas, certa dor, o medo, os transportes, o prazer, a serenidade do espírito; exprime-lhes a essência abstracta e a geral, fora de qualquer motivo ou circunstância. E todavia nessa quinta essência abstracta, sabemos compreendê-la perfeitamente."
-Arthur Schopenhauer; Fonte: Dores do Mundo, capítulo referente à arte.
  • "Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar."
-Arthur Schopenhauer; Fonte: Dores do Mundo, capítulo referente à arte.
 
Fonte: Wikipédia


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MÚSICA: ecos históricos
A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana.
Actualmente, não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objectivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.
Assim como existem várias definições para música, existem muitas divisões a agrupamentos da música em géneros, estilos e formas. Dividir a música em géneros é uma tentativa de classificar cada composição de acordo com critérios objectivos que não são sempre fáceis de definir.
Uma das divisões mais frequentes separa a música em grandes grupos:
  • Música erudita - a música tradicionalmente dita como "culta" e no geral, mais elaborada. É erroneamente conhecida como "música clássica", pois a música clássica real é a música produzida levando em conta os padrões do período musical conhecido como Classicismo. Os seus adeptos consideram que é feita para durar muito tempo e resistir a modas e tendências. Em geral, exige uma atitude contemplativa e uma audição concentrada. Alguns consideram que seja uma forma de música superior a todas as outras e que seja a real arte musical. Porém, deve também ser lembrado que mesmo os compositores eruditos várias vezes utilizaram melodias folclóricas para que em cima dela fossem feitas variações, e a música erudita também pode ser sacra. Alguns compositores chegaram até a apenas colocar melodias folclóricas como o segundo sujeito de suas músicas (como Villa-Lobos fez extensamente). Os géneros eruditos são divididos sobretudo de acordo com o períodos em que foram compostas ou pelas características predominantes.
  • Música popular - associada a movimentos culturais populares. Conseguiu se consolidar apenas após a urbanização e industrialização da sociedade e se tornou o tipo musical icónico do século XX. Se apresenta actualmente como a música do dia-a-dia, tocada em shows e festas, usada para dança e socialização. Segue tendências e modismos e, muitas vezes, é associada a valores puramente comerciais. Porém, ao longo do tempo, incorporou diversas tendências vanguardistas e inclui estilos de grande sofisticação. É um tipo musical frequentemente associado a elementos extra-musicais, como textos (letra de canção), padrões de comportamento e ideologias. É subdividida em incontáveis géneros distintos, de acordo com a instrumentação, características musicais predominantes e o comportamento do grupo que a pratica ou ouve.
  • Música folclórica ou tradicional - associada a fortes elementos culturais de cada grupo social. Tem carácter predominantemente rural ou pré-urbano. Normalmente são associadas a festas folclóricas ou rituais específicos. Pode ser funcional (como canções de plantio e colheita ou a música das rendeiras e lavadeiras). Normalmente é transmitida por imitação e costuma durar décadas ou séculos. Incluem-se neste género as cantigas de roda e de ninar.
  • música religiosa, utilizada em liturgias, tais como missas e funerais. Também pode ser usada para adoração e oração ou em diversas festividades religiosas como o Natal e a Páscoa, entre outras. Cada religião possui formas específicas de música religiosa, tais como a música sacra católica, o gospel das igrejas evangélicas, a música judaica, os tambores do candomblé ou outros cultos africanos, o canto do muezim, no Islamismo, entre outras.
As apresentações musicais são cada vez mais realizadas pelo mundo, seja em datas festivas, ou em compromissos de artistas. A música sempre foi uma atracção, desde a antiguidade.
Cada uma dessas divisões possui centenas de subdivisões. Géneros, subgéneros e estilos são usados numa tentativa de classificar cada música. Em geral é possível estabelecer com um certo grau de acerto o género de cada peça musical, mas como a música não é um fenómeno estanque, cada músico é constantemente influenciado por outros géneros. Isso faz com que subgéneros e fusões sejam criados a cada dia. Por isso devemos considerar a classificação musical como um método útil para o estudo e comercialização, mas sempre insuficiente para conter cada forma específica de produção. A divisão em géneros também é contestada assim como as definições de música porque cada composição ou execução pode se enquadrar em mais de um género ou estilo e muitos consideram que esta é uma forma artificial de classificação que não respeita a diversidade da música. Ainda assim, a classificação em géneros procura agrupar a música de acordo com características em comum. Quando estas características se misturam, subgéneros ou estilos de fusão são utilizados em um processo interminável.
Os estilos musicais ao entrar em contacto entre si produzem novos estilos e as culturas se misturam para produzir géneros transnacionais. O bluegrass dos Estados Unidos da América, por exemplo, tem elementos vocais e instrumentais das tradições anglo-irlandesas, escocesas, alemãs e afro-americanas que só podem ser fruto da produção do século XX.
Outra forma de encarar os géneros é considerá-los como parte de um conjunto mais abrangente de manifestações culturais. Os géneros são comummente determinados pela tradição e por suas apresentações e não só pela música de fato. O Rock and roll, por exemplo, possui dezenas de subgéneros, cada um com características musicais diferentes mas também pelas roupas, cabelos, ornamentação corporal e danças, além de variações de comportamento do público e dos executantes. Assim, uma canção de Elvis Presley, um heavy metal ou uma canção punk, embora sejam todas consideradas formas de rock, representam diversas culturas musicais diferentes.
Também a música erudita, folclórica ou religiosa possuem comportamentos e rituais associados. Ainda que o mais comum seja compreender a música erudita como a acústica e intencionada para ser tocada por indivíduos, muitos trabalhos que usam samples, gravações e ainda sons mecânicos, não obstante, são descritas como eruditas, uma vez que atendam aos princípios estéticos do erudito. Por outro lado, um trecho de uma obra erudita como os "Quadros de uma Exposição" de Mussorgsky tocado por Emerson, Lake and Palmer se torna Rock progressivo, não só porque houve uma mudança de instrumentação, mas também porque há uma outra atitude dos executantes e da plateia.
 
As composições musicais são classificados em três grandes grupos:
·              Música Instrumental (solos de instrumento ou duos, trios, quartetos, etc., é chamada também de música de câmara).
·              Vocal (cantada)
·              Mista (Instrumental e Vocal)
Suite
Conjunto de danças antigas, no mesmo tom, de carácter diferente, executadas sucessivamente. A palavra suite é francesa; para os italianos usa-se a palavra Partita. J. S. Bach escreveu dezenas de suites, sendo reunidas em dois álbuns Suites Francesas e Suites Inglesas.
Prelúdio
Peça musical de forma livre. Não tem compasso nem andamento determinado. Serve muitas vezes como introdução de peças musicais maiores como óperas, compositores como Verdi, Bizet, e muitos outros utilizavam o prelúdio como aberturas de suas óperas.
Sonata
A forma musical mais elevada da música erudita. Geralmente divide-se em 3 ou 4 partes chamadas de tempos ou movimentos. Os movimentos de uma sonata devem ser de características bem diferentes, e na sonata clássica obedecem à seguinte ordem:
·       1º Movimento: Allegro, um movimento bem rápido;
·       2º Movimento: Adagio, um movimento mais lento e tranquilo;
·       3º Movimento: uma dança, que pode ser um Menuetto, uma Valsa, ou até exemplos mais raros como uma Sarabanda (ver abaixo);
·       4º Movimento: um movimento com carácter majestoso que transmita a ideia de final deste movimento.
Algumas Sonatas não obedecem a essa regra e são denominadas Sonatas-Fantasias, como por exemplo, a conhecidíssima Sonata ao Luar de Beethoven. Quase todos os compositores têm escrito sonatas para piano, violino, flauta, violoncelo, e etc. Destacam-se compositores de sonatas como Beethoven, Mozart, Haydn e J. S. Bach. Há sonatas que são escritas para mais de um instrumento que tem o nome de: duo, trio, quarteto e etc, porém a estrutura é sempre a mesma.
Quando a peça é escrita para uma orquestra, chama-se Sinfonia, ou quando é escrita para orquestra, mas com um instrumento principal solando chama-se Concerto, obedecendo sempre o número de movimentos que para o concerto são somente três e para sinfonia variam de três movimentos a cinco movimentos.
Fuga
É uma composição musical de estilo complexo que reúne arte e ciência. Consiste a fuga no desenvolvimento do tema principal (Sujeito), de acordo com certas e determinadas leis, e com a qual tudo mais, directa ou indirectamente se relaciona. Pelas entradas sucessivas do tema principal, sempre em vozes diferentes, tem-se a impressão de que as vozes procura fugir e se perseguem umas ás outras, vindo daí a origem da palavra Fuga. Diversos compositores do barroco escreveram fugas para diversos instrumento, destacando-se as obras A Arte da Fuga e a "Toccata e Fuga em Ré Menor para Órgão" de J. S. Bach.
Música Religiosa
Neste género musical encontram composições como Missas, Oratórios, Orações em latim como Ave Maria, Salutaris e etc, guardando carácter de religiosidade acentuada.
Ballet
É um género musical que desde a Idade Média é muito apreciado, e consiste da dança acompanhada da música, o género é muito parecido com a ópera, pois é diferente, pois os bailarinos não falam nenhuma palavra e tem que se expressar pela encenação, ballets de Tchaikovsky (O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e O Quebra-Nozes), Léo Delibes (Coppélia) e Adolphe Adam (Giselle) e muitos outros são considerados ballets de Repertório, na qual são encenados em várias casa de ballet.
Ópera
É uma grande composição que exige muita força de vontade do compositor para ser criada, pois o compositor deve criar uma música para cada instrumento da orquestra, e ainda fazer a música para o libreto, criando assim uma música harmoniosa. A ópera geralmente é dividida em actos, e pode ser séria, dramática, ou cómica (ópera bufa). O inventor deste grande género musical que envolve encenação, teatro, canto, música, iluminação, e até às vezes balé, foi o compositor italiano renascentista Cláudio Monteverdi com a sua ópera L'Orfeo, ópera de 5 actos. Outros compositores dedicaram a vida inteira à ópera, como: Verdi (óperas como Aida, Um Baile de Máscaras, Rigoletto), Puccini (óperas como Madame Butterfly, Turandot, La Bohème), Rossini (O Barbeiro de Sevilha, La Cenerentola, Guglielmo Tell, L'Italiana in Algeri), Mozart (óperas como O Rapto do Serralho, As bodas de Fígaro, A Flauta Mágica) e centenas de outros compositores.
 


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